Como todos sabem sou da cidade de Barbacena. Cidade das Rosas, cidade do meu coração, minha Barbacena Querida, por tudo que ela representa vou resumir um pouco do nascimento desta cidade que se tornou berço da história de Minas Gerais.
Em 1971 deixa de ser Arraial da Igreja Nova de Campolide e passa a se chamar Barbacena em homenagem a um Governador da Capitania de Minas Gerais, o Visconde de Barbacena. Em 1972, foi afixado em um dos postes o braço esquartejado de Tiradentes.
Cidade natal de duas famílias políticas de grande importância para Minas Gerais, Bias Fortes e Andradas. No qual José Bonifácio Andrada foi tutor do Imperador D.Pedro II até atingir a maioridade. Boa parte da cidade ainda se divide entre Bias fortes e Andradas, o que mantém viva as tradiçoes políticas da cidade.
Mas, Barbacena também é conhecida como Cidade dos Loucos, pois abrigava hospí cios contruídos nos moldes do Imperador D.Pedro II. Os pacientes eram tratados com técnicas cruéis, em nome da medicina e da ciência. Malarioterapia, choque cardiazólico,lobotomia frontal, choque insulínico e eletrochoque eram alguns tratamentos fornecidos pelos hospícios. Barbacena agora, explora o nome dado de cidade dos loucos e mantém em seu calendario oficial o Festival da Loucura, que aconteceu pela segunda vez, em março deste ano.

“de loucos todos nós temos um pouco”
O Hino do Município escrito pela Professora Adélia Cançado Paolucci Melodia por José Graciano Moreira e José Antônio da Cunha expressa uma história linda que vale a pena dar uma olhadinha.
Terra de encantos mil, jardim de flores
grande berço de antigas tradições
aqui ficas risonha como sempre
como sempre a prender os corações
Assentada no dorso das montanhas
tu tens a solidez das pétrias rochas
e assim o teu viver será perene
como a chama vivaz das grandes tochas
Cidade dos encantos e das flores
ó Barbacena formosa e altaneira
tu és custosa gema que rebrilha
sobre o peito da pátria brasileira
Do teu seio tem vindo muitos homens
grandes pelo saber e no valor
nas letras, na política, nas artes
tu já tens muitos nomes de fulgor
Teu povo generoso, hospitaleiro
traz sempre como esplêndido troféu
nos brios a rigeza dos teus serros
na mente esplendores do teu céu.